- FutInter
- Gramados Sintéticos no Brasil: Debate Acende Alerta no Futebol
Gramados Sintéticos no Brasil: Debate Acende Alerta no Futebol
Por Redação FutInter em 23/02/2025 15:30
O Posicionamento de Roger Machado sobre Gramados Sintéticos
Em um cenário onde o futebol brasileiro busca se modernizar, a discussão sobre a utilização de gramados sintéticos ganha novos contornos. Roger Machado, renomado técnico do Internacional, emerge como uma voz ativa no movimento que questiona a predominância desses pisos nos estádios do país. Sua preocupação centraliza-se na necessidade de auscultar os principais atores do espetáculo: os jogadores.
Machado argumenta que a decisão de implementar gramados sintéticos impacta diretamente a dinâmica do jogo e, potencialmente, a saúde dos atletas a longo prazo. Sua posição reflete uma crescente insatisfação no meio futebolístico, onde muitos consideram que as decisões são tomadas sem a devida consideração pelas experiências e opiniões de quem atua em campo.

Manifestação dos Jogadores: "Futebol é Natural, Não Sintético"
Recentemente, uma onda de protestos tomou as redes sociais, liderada por figuras proeminentes como Neymar, Thiago Silva, Philippe Coutinho, Lucas, Alan Patrick, Gabigol e Bruno Henrique. A iniciativa, que carrega o slogan "Juntos pelo espetáculo. Futebol é natural, não sintético", expõe a preocupação do grupo com o futuro do futebol brasileiro diante da crescente adoção de gramados artificiais.
O manifesto dos jogadores ressalta a importância de investir em gramados naturais de qualidade, em vez de recorrer a alternativas sintéticas. Eles argumentam que, em um esporte de alto nível, a qualidade do piso é fundamental para garantir o desempenho dos atletas e a qualidade do espetáculo para os torcedores.
Estádios Brasileiros com Grama Sintética: Um Panorama
Atualmente, alguns dos principais estádios do Brasil, que sediam jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, adotaram o gramado sintético. Entre eles, destacam-se a Allianz Parque, a Ligga Arena, o Nilton Santos e a MRV Arena. Essa realidade impõe aos clubes e jogadores a necessidade de adaptação, com treinos e jogos realizados em diferentes tipos de piso.
O Impacto a Longo Prazo e a Necessidade de Debate
Roger Machado enfatiza que a exposição prolongada a gramados sintéticos pode gerar impactos negativos na carreira dos atletas. "É outro esporte, outro tipo de terreno. O jogo fica completamente diferente. Atletas fazem bem em se manifestar. Temos três ou quatro (campos) de muito bom nível no país. Se tiver, você terá de treinar no campo sintético e, em 15 anos de atleta, causará impacto", declarou o técnico.
Sua fala ressalta a importância de um debate aprofundado sobre o tema, com a participação ativa dos jogadores. "Eles fazem um questionamento justo. Ninguém os perguntou. As decisões foram tomadas alheias ao pensamento deles", complementa Machado, evidenciando a necessidade de um processo decisório mais inclusivo e transparente.
O Manifesto Completo dos Jogadores
Para compreender a fundo a posição dos atletas, é fundamental conhecer o teor completo do manifesto divulgado:
"Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim. Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste. Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam. FUTEBOL PROFISSIONAL NÃO SE JOGA EM GRAMADO SINTÉTICO!"

Curtiu esse post?
Participe e suba no rank de membros